O premiado
curta “Arabesco”, com roteiro e direção de Eliane Caffé, apresenta dois ladrões
que invadem uma casa com a intenção de roubar objetos valiosos. Logo de cara,
eles percebem que a casa guarda muito mais segredos do que artigos de luxo.
“Arabesco” conta com as ótimas atuações de Alfredo Damiano e Jonas Bloch, que se surpreendem com tudo o que há dentro do cômodo da casa e como coisas estranhas passam a acontecer. Se, de início, eles se surpreendem de forma positiva diante do desconhecido, logo eles passam a questionar a sanidade mental, com o desespero batendo na cabeça deles. Citando o caso de um conhecido que enlouqueceu, pensando que havia se tornado um paralelepípedo, eles temem que o mesmo possa acontecer com eles, sendo influenciados de alguma maneira pela casa.
O que eles têm
de informações sobre a casa é que a mesma pertence a uma senhora de idade. Ao
invadirem um dos cômodos da casa, se surpreendem com objetos, obras de artes,
quadros, livros, que, provavelmente têm um elevado valor. Porém, tudo o que
existe dentro daquele cômodo parece estranho e surreal, aparentemente, não
havendo uma saída.
O curta aborda
como cada um reage diferente das coisas inusitadas que acontecem no local. Num
momento, enquanto um está enfeitiçado por algum objeto, o outro está no
desespero para sair do local. E essa situação se inverte em várias
oportunidades.
Com muita
competência, as equipes de arte, fotografia e trilha sonora constroem um
universo que desafia o mundo real, com situações absurdas e que fogem da
realidade material da forma como conhecemos. O curta tem um lado lúdico, mas
também, uma atmosfera de mistério e suspense. O texto oferece todos esses
elementos que são explorados de forma muito eficiente por Eliana Caffé.
O toque
surreal e experimental do curta traz a reflexão de como lidamos com situações,
aparentemente sem explicação. Em resumo, como lidamos com o desconhecido e com
o que nos parece estranho à primeira vista.
“Arabesco” deixa uma série de dúvidas para que o espectador especulo sobre o local e as atitudes da dupla de assaltantes. Será que aquele local é real? Será que eles realmente estão onde acham que estão? E, como sair dali?
Eliana Caffé
demonstra muita qualidade em aliar elementos narrativos e técnicos, criando a
tensão que envolve os personagens e explorando muito bem os elementos
psicológico e emocionais da dupla de assaltantes.




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