“Encosto” é um curta que mescla os gêneros de Terror e Suspense, envolvendo um ritual proibido realizado por um homem e as pavorosas consequências que o afligem.
Joel
Caetano, que dirige, roteiriza e atua, já não é uma promessa, mas uma realidade
no Terror nacional, com uma qualidade indiscutível na arte de impactar e
amedrontar o espectador. “Encosto” é mais uma obra na carreira desse talentosíssimo
profissional.
“Encosto”
é um filme onde os elementos técnicos, como fotografia, trilha sonora e arte,
atuam de forma altamente eficiente, colocando quem assiste junto do
protagonista e experimentando as perturbações dele. Ora com um plano mais aberto
e com sons mais distantes, ora com super closes e um som atordoante, a
narrativa se constrói de maneira a intensificar a conexão do público com as aflições
do protagonista.
O filme tem, desde o seu início até a sua conclusão, uma atmosfera densa, pesada e extremamente perturbadora. A maquiagem de efeitos, de Rodrigo Aragão, dá ainda mais vida e pavor à realidade do protagonista e investindo pesado no horror gráfico.
“Encosto”
trabalha com a premissa da invocação de uma entidade que não deveria ser
invocada. O filme transmite a reflexão sobre “desejar tudo a qualquer custo” e
as consequências que uma ação pode causar na vida de alguém. Se a entidade
invocada tem um preço, ela irá cobrar esse preço, mais cedo ou mais tarde. E o
protagonista não escapa dessa cobrança. Ir para casa e encontrar silêncio e
tranquilidade é apenas uma ilusão temporária.
“Encosto” explora o horror gráfico do sobrenatural, mas também mergulha fundo no thriller psicológico. Os pedidos do protagonista para que a entidade o deixe em paz são em vão. E tudo o que já está ruim, sempre pode piorar.
O curta de Joel Caetano tem uma estrutura narrativa coesa e um arco dramático muito bem elaborado. Todos os elementos técnicos de produção funcionam de forma harmônica e perfeita, tendo como resultado um filme de Terror maduro e incrivelmente sinistro, aterrorizante e surpreendente.



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