Estrelando Luciana Vendramini, o curta de Suspense e Drama “Cirandar” apresenta Kesa, uma jovem bailarina que, ao voltar para sua casa, nota que estranhos fenômenos começam a mexer em sua rotina.
Com
direção e roteiro de Sérgio Glasberg, “Cirandar” tem seus momentos de reflexão,
momentos de tensão e momentos de contemplação. Com uma narrativa muito bem
construída, o filme tem um toque existencialista sobre como as nossas vidas
podem tomar rumos diferentes, seja por decisões pessoais, seja por imposição de
algum fator externo.
Kesa se sente incomodada, e o espectador é levado junto com a protagonista neste incômodo. Entre pensamentos e ações, a narrativa coloca a visão da personagem em perspectiva, num momento impactante e, aí quem assiste ao filme se fixa de vez na personagem, sentindo os seus medos, as suas angústias e as suas frustrações pela sua vida não acontecer da forma como queria.
A equipe criativa utiliza elementos técnicos de forma pontual e assertiva. E o texto também possibilita jogar com a imprevisibilidade e explorar isso de forma combinada com a narrativa e a dramaticidade. Fotografia e trilha sonora são alguns dos grandes trunfos de “Cirandar”. E a montagem executa um trabalho brilhante, ao conectar cenas, sequências e personagens.
“Cirandar”
explora muito bem os conceitos de tempo e espaço através da perspectiva de um
plano material. Porém, em seu ato final, o filme joga com a inexistência do
contínuo espaço-tempo e em como Kesa vive sua angústia ao descobrir sua nova
condição.
“Cirandar”
é um curta que tem várias camadas e que pode propor vários tipos de reflexões e
interpretações. Com o trabalho de uma equipe técnica e criativa extremamente
competente, somado à excelente atuação de Luciana Vendramini, o filme tem seus
momentos de pensar e repensar, sentir e refletir.
Assista "Cirandar": https://vimeo.com/45619962



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