Com uma versatilidade narrativa,
que acompanha o professor Victor Stawiarski, o Documentário “Museu Nacional”
percorre diversos setores do edifício, apresentando a riqueza material do
local.
“Museu
Nacional” tem o apoio da narração que explica sobre importantes detalhes do
local, como os profissionais, materiais e as áreas onde atuam. A narração
inicial explica sobre a construção do imponente prédio na Quinta da Boa Vista,
no Rio de Janeiro.
O
curta de 16 minutos faz um minucioso trabalho de divulgação das riquezas
guardadas no museu. De crânios dos mais antigos Homo sapiens à catalogação de
insetos e minerais, “Museu Nacional” faz uma viagem através da paleontologia,
história, arqueologia, botânica, geologia, linguística, etc. De simples pedras
minerais até múmias egípcias, o Documentário dirigido por Geraldo Santos
Pereira, trata todos os exemplares com a mesma importância.
Ao explicar sobre os trabalhos dos profissionais, o curta apresenta máquinas e aparelhos e o funcionamento de cada um, somados ao rigoroso trabalho de preservação e restauração de muitos objetos que estão no museu.
Apesar
da demonstração sobre a importância do Museu Nacional, a história foi marcada
por faltas de investimentos ao longo do tempo. Provavelmente, nem o professor
Victor Stawiarski ou o diretor Geraldo Santos Pereira, poderiam imaginar que,
após quase 60 anos após as filmagens do curta, um incêndio destruiria grande
parte do acervo do Museu Nacional.
Em 2 de setembro de 2018, um grande incêndio devastou o local e destruiu uma grande parte do acervo da instituição. Grande parte de fósseis da megafauna brasileira, coleções antropológicas e arqueológicas, acervos etnológicos, documentos históricos, coleção zoológica e botânica foram destruídos pelas chamas. Alguns objetos foram recuperados dos escombros, como fragmentos de "Luzia" e peças da coleção egípcia, mas a vasta maioria dos itens foi perdida de forma irreparável. Desde o incêndio, o Museu Nacional está em processo de recuperação, com esforços para restaurar o edifício e catalogar as peças resgatadas, enquanto busca-se recriar e preservar digitalmente o que for possível. Essa perda é considerada uma das maiores tragédias culturais da história do Brasil, dada a importância e raridade do acervo do Museu Nacional para a ciência e a história mundial.
Assistir a “Museu Nacional” traz um misto de sentimentos, pois o filme, produzido com grande entusiasmo e orgulho, contrasta com as lembranças do incêndio e a tristeza de saber que muitos dos itens apresentados no curta de Geraldo Santos Pereira não existem mais.




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