A partir do
poema de Mário Quintana, conhecemos um pescador que fisgou um peixinho e,
sentindo pena dele, retirou o anzol, tratou o ferimento e fez surgir uma
amizade inusitada entre eles.
A Animação da
equipe de Cláudia Jouvin, consegue transmitir o tom melancólico e reflexivo do
poema. A trilha sonora combinada com a voz de Marco Nanini traz ainda mais
brilhantismo para a história e como ela se desenrola.
“Velha História” trabalha com a proposta das necessidades humanas por ter a quem amar e também ser amado. A amizade do homem e do peixe é motivo de companheirismo e lealdade, sendo admirada pelos outros personagens. Porém, o lugar do peixe não é ali, fora d’água. E o homem passa a ter o pensamento em devolver o peixe à água, por mais difícil que fosse a separação.
O filme aborda
questões relacionadas à forma como o ato de amar precisa dar espaço e liberdade
para o outro. O amor nunca pode ser uma prisão. O amor não combina com a
privação do outro e da perda de sua identidade com a sua essência e natureza.
O curta traz
uma reflexão sobre a vida, a passagem do tempo, do que marca e o que realmente
é importante. O destino do peixe no final do poema conclui que, assim como a
vida, o amor também é transitório e imprevisível, um fenômeno que não pode ser
forçado ou mantido contra a natureza das coisas. A morte do peixe é uma
metáfora para a inevitabilidade do fim de certas relações e momentos na vida.
No entanto, ela também simboliza a necessidade de aceitação e de aprender a
viver plenamente, sem posses ou controle sobre o outro. O peixe, ao morrer,
representa o ciclo natural das experiências humanas: todas têm um início e um
fim, e é a aceitação desse fluxo que nos permite crescer e encontrar
significado.



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