quinta-feira, 16 de outubro de 2025

VELHA HISTÓRIA (2004)

 


A partir do poema de Mário Quintana, conhecemos um pescador que fisgou um peixinho e, sentindo pena dele, retirou o anzol, tratou o ferimento e fez surgir uma amizade inusitada entre eles.

A Animação da equipe de Cláudia Jouvin, consegue transmitir o tom melancólico e reflexivo do poema. A trilha sonora combinada com a voz de Marco Nanini traz ainda mais brilhantismo para a história e como ela se desenrola.

“Velha História” trabalha com a proposta das necessidades humanas por ter a quem amar e também ser amado. A amizade do homem e do peixe é motivo de companheirismo e lealdade, sendo admirada pelos outros personagens. Porém, o lugar do peixe não é ali, fora d’água. E o homem passa a ter o pensamento em devolver o peixe à água, por mais difícil que fosse a separação.

O filme aborda questões relacionadas à forma como o ato de amar precisa dar espaço e liberdade para o outro. O amor nunca pode ser uma prisão. O amor não combina com a privação do outro e da perda de sua identidade com a sua essência e natureza.

O curta traz uma reflexão sobre a vida, a passagem do tempo, do que marca e o que realmente é importante. O destino do peixe no final do poema conclui que, assim como a vida, o amor também é transitório e imprevisível, um fenômeno que não pode ser forçado ou mantido contra a natureza das coisas. A morte do peixe é uma metáfora para a inevitabilidade do fim de certas relações e momentos na vida. No entanto, ela também simboliza a necessidade de aceitação e de aprender a viver plenamente, sem posses ou controle sobre o outro. O peixe, ao morrer, representa o ciclo natural das experiências humanas: todas têm um início e um fim, e é a aceitação desse fluxo que nos permite crescer e encontrar significado.




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